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Monday, 2 de August de 2021 Rss
14 Jun

A conjuntura política atual e a Base Nacional Comum Curricular

A conjuntura política atual e a Base Nacional Comum Curricular

Base Nacional

Estava em nossos planos abrir aqui uma discussão com os professores nos meses de maio e junho a respeito da 2ª versão da Base Nacional Comum Curricular (disponível em http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio). Entretanto, com o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República, a Base está sofrendo um sério risco de não sair do papel ou de, pelo menos, ter sua rota profundamente alterada.

Com Mendonça Filho no cargo de Ministro da Educação, mas com um papel  mais político do que pedagógico, o projeto político-pedagógico do novo governo foi delegado a Maria Helena Guimarães de Castro, que passou a ocupar o cargo de secretária executiva do MEC, e Maria Inês Fini, no cargo de presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela elaboração do Enem.

Como se sabe, Maria Helena Guimarães de Castro e Maria Inês Fini tiveram um papel destacado no Ministério da Educação durante o governo Fernando Henrique. Em relação à Base, elas já manifestaram ter algumas discordâncias e precisar de tempo para examinar o documento.

Assim, dificilmente a versão final da Base, prometida para julho próximo, cumprirá o prazo. Já se fala num adiamento de três meses e até de seis meses! Fala-se também em rever vários pontos da Base que não estariam alinhados com as concepções dessas duas educadoras. Enfim, parece que, mantido o governo Temer, a discussão vai começar praticamente do zero, se é que ela vai ter continuidade.

Do meu ponto de vista, as discussões em torno da Base devem continuar. Talvez, neste novo contexto, com tempo suficiente para um debate mais amplo com todos os educadores e com a sociedade em geral.

Em viagens recentes, abordei o tema em palestras e notei que a Base ainda era uma novidade para muitos professores. Muitos sequer chegaram a ter contato direto com o documento. A verdade é que a discussão ainda não “pegou fogo” nas escolas e isso é sinal de que ainda não estamos prontos para uma versão final de um currículo nacional.

Até se definirem os rumos políticos do país, a educação e a Base aguardam o próximo passo.

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