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Sunday, 9 de May de 2021 Rss
10 Mar

Base Nacional e PNLD: em compasso de espera

Base Nacional e PNLD: em compasso de espera

Até o momento, são poucas as novidades “oficiais” na área de Educação em nosso país. Todos estamos aguardando ansiosamente a versão definitiva da Base Nacional Comum Curricular do ensino fundamental, que será entregue pelo MEC ao CNE até o final deste mês. Depois disso, ainda haverá um período que poderá chegar a seis meses para que o documento seja debatido e, definitivamente, aprovado.

 

Também estamos aguardando o edital de inscrição para o PNLD 2019, do ensino fundamental I, que, segundo o MEC, será divulgado independentemente da publicação da Base. E, ainda, a publicação dos resultados da avaliação das obras de ensino médio inscritas para o PNLD 2018 (ensino médio).

A vida de um autor didático não tem sido muito fácil nos últimos tempos. As incertezas quanto à continuidade do atual governo e de sua equipe no MEC, quanto ao conteúdo da Base Nacional (que ainda carece de discussão mais ampla) e quanto aos rumos que serão dados pelo governo ao programa de livro didático (PNLD), incluindo-se a total indefinição do governo em relação a livros e objetos educacionais digitais, deixam os autores sem uma base segura para desenvolver novos projetos e até para reformular suas obras.

Veja-se o caso, por exemplo, do ensino médio. Estamos aguardando, para o segundo semestre deste ano, o documento da Base Nacional relativo a esse segmento. Não há certeza sobre os rumos que serão dados à Base do ensino médio, já que a atual equipe que está trabalhando no documento tem total liberdade para modificar as orientações, tão criticadas, das duas primeiras versões. Como reformular uma coleção de três volumes ― tarefa que demanda mais de um ano de trabalho e um esforço enorme ― sem ter certeza de absolutamente nada?

Também tenho notado, nas escolas que visito, um distanciamento muito grande das discussões em torno da Base. Os professores, em grande parte, desconhecem na íntegra as primeiras versões do documento e se mostram indiferentes ao processo de discussão, o que nos deixa, a todos, numa situação vulnerável.

A mudança nas regras da aposentadoria começa a acordar o professorado. Espero que esse despertar também abra nossos olhos para as outras questões que devem chacoalhar o ano de 2017 e promover mudanças no ensino do país para as próximas décadas.

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