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Wednesday, 27 de October de 2021 Rss
14 Dec

Mais uma vez, o Brasil patina na prova do PISA

Mais uma vez, o Brasil patina na prova do PISA

O Brasil vem participando das avaliações do PISA (Programme for International Student Assessment) ― a mais importante avaliação internacional existente hoje no mundo ― desde o ano 2000, quando ele foi criado. A avaliação é feita com estudantes de 15 e 16 anos a cada três anos, em três áreas: leitura, matemática e ciências.

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Na primeira avaliação, que contou com 32 países participantes, nossos estudantes obtiveram a última posição em leitura. 65% mal conseguiram realizar operações essenciais, como inferir informações implícitas em um texto, identificar a tese e os argumentos que a sustentam, ou reconhecer a ideia principal e as ideias secundárias, ler gráficos e tabelas, etc. Apesar disso, os tímidos resultados na primeira década do século foram melhorando, com um ligeiro crescimento, como se pode ver no gráfico.

Na última semana, entretanto, saíram os resultados do PISA 2015 e o que se nota é que já há três programas consecutivos nossos alunos não conseguem mais avançar. Atualmente, participam do exame 69 países e territórios e, em leitura, os jovens brasileiros alcançaram 407 pontos (na avaliação anterior tinham sido 410 pontos), colocando o país na 59ª posição. Ou seja, 15 anos depois, continuamos entre os últimos lugares, atrás inclusive da Colômbia. Estamos literalmente patinando há uma década!

 

Participaram do último exame 23 mil estudantes das redes pública e particular de ensino. Apesar de os alunos da rede privada, que são normalmente mais ricos, terem tido resultados melhores nas três frentes, eles ainda são inferiores aos dos países desenvolvidos. Em leitura, a média dos estudantes de países ricos é de 493 pontos, ou seja, quase 100 pontos à frente dos nossos jovens. Cingapura, em 1º lugar, alcança 535 pontos em leitura.

Neste momento em que acaba de ser aprovada a PEC do teto de gastos e em que se discute a reforma do ensino médio e a Base Nacional Comum Curricular, é preciso refletir para onde vai o ensino do país.

Claro que mudanças no ensino médio e em toda a educação formal terão de ser feitas. Porém não se pode deixar de lado o que é essencial quando se pensa em educação de qualidade: formação de professores, valorização do magistério e salários atraentes. Essa foi a fórmula encontrada por países como Finlândia, Polônia e Coreia, que, em uma década, conseguiram dar um enorme salto de qualidade no ensino e se posicionaram entre os primeiros do mundo.

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