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Wednesday, 27 de October de 2021 Rss
10 Nov

O prazo para opinar sobre a Base Nacional Comum Curricular termina em 15 de dezembro

O prazo para opinar sobre a Base Nacional Comum Curricular termina em 15 de dezembro

Base Nacional Comum Curricular

Professores, faltam poucos dias para terminar o prazo de coleta de opiniões da sociedade a respeito das propostas da Base Nacional Comum Curricular. Embora o MEC tenha até junho de 2016 para fechar a proposta e transformá-la em lei, o dia 15 de dezembro próximo é o prazo final para captar no site (basenacionalcomum.mec.gov.br) as propostas de professores, escolas, entidades e da sociedade em geral.

Você já debateu o documento com seus colegas na escola onde trabalha? Se ainda não o fez, seria bom aproveitar as “janelas” deste final de ano para fazê-lo. Depois disso, teremos de aceitar o que for proposto pelo documento e, ainda por cima, com a alegação de que os professores não se manifestaram porque não quiseram.

Em texto anterior, publicado no Facebook e no blog (http://portuguescereja.editorasaraiva.com.br/base-nacional-comum-curricular-qual-e-o-espaco-da-literatura-no-ensino-medio/), eu já tinha comentado os problemas que vejo no documento em relação ao trabalho com a literatura no ensino médio, principalmente a proposta de fazer uma inversão temporal no programa de literatura, o que resultaria em trabalhar a literatura de trás para a frente e todo o conteúdo dos séculos XX e XIX no 2º ano.

Ontem, lendo o artigo “Proposta do MEC para ensino de história mata a temporalidade”(http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2015/11/1703011-proposta-do-mec-para-ensino-de-historia-mata-a-temporalidade.shtml), de Demétrio Magnoli e Elaine Senise Barbosa, vi que essas propostas, com pouco fundamento teórico e nenhuma experiência de sala de aula, também se estendem a outras disciplinas. É o caso desse artigo, que analisa a proposta da Base Curricular para o ensino de História, na qual a linha do tempo é simplesmente eliminada. Afirmam os autores: “De fato, se aplicada, a proposta oficial significará o cancelamento do ensino de história”.

Tal qual ocorre na proposta para literatura, a noção de processo e ruptura histórico-cultural simplesmente desaparece. Ou seja, os estudantes não poderão compreender, por exemplo, que a Revolução Francesa e o Iluminismo são uma reação ao Antigo Regime. Da mesma forma, em literatura, terão de imaginar que o Romantismo se opunha a uma literatura de orientação clássica, pois ainda não teriam visto Classicismo, Barroco e Arcadismo.

Chegou a hora de participar. Discuta as propostas com seus colegas. Você poderá opinar tanto na condição de professor, quanto, com seus colegas de equipe, na condição de escola. Convide seus colegas de História e Filosofia para fazerem uma análise conjunta dos documentos.

Aproveite também esta página para discutir com outros professores o que você pensa a respeito a fim de ampliar seu ponto de vista.

 

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