Blog do Cereja


Sunday, 9 de May de 2021 Rss
04 Dec

O relato pessoal e o projeto de um livro

O relato pessoal e o projeto de um livro

O relato pessoal e o projeto de um livro 1

Já tratamos neste espaço da importância de tornar as práticas de produção textual mais verdadeiras para os alunos, isto é, aproximar o que se faz na escola daquilo que se faz na vida social.

Quando uma pessoa produz um texto, ela tem um propósito claro com essa atividade: ela escreve para alguém real, tem uma finalidade para seu texto, escolhe um determinado gênero para esse fim (carta de reclamação, e-mail, poema, bilhete, receita, etc.), pensa num suporte e num veículo para fazer o texto chegar a seu interlocutor, pensa na linguagem mais adequada, etc.

Enfim, quando qualquer pessoa escreve um texto, ela espera que esse texto seja lido por leitores reais, e não apenas avaliado pelo professor, como ainda, infelizmente, ocorre em muitas escolas.

A realização de projetos é uma forma de criar as condições concretas de produção, a fim de que os textos atinjam interlocutores reais e cumpram sua função.

O relato pessoal e o projeto de um livro 2

Depois de citar aqui, recentemente, as experiências feitas com os contos maravilhosos pelas professoras de Taubaté, gostaria de registrar hoje as experiências da professora Roze Merss, que, no Colégio Notre Dame de Maringá (PR), há anos vem adotando a coleção Português: linguagens e realizando os projetos propostos pela obra.

Desta vez, a professora Roze nos enviou registros do projeto de produção de um livro de relatos pessoais produzidos pelos alunos (volume do 6º ano, página 210, projeto “Eu também faço história!”). 

O relato pessoal e o projeto de um livro 3

Tomo aqui a liberdade, com o consentimento dela, de partilhar essas experiências com vocês. Vemos, no alto, o trabalho dos alunos, o livro espiralado. Prepararam uma capa e me pediram uma pequena apresentação, que fiz com muito gosto.

Vemos a comemoração dos alunos, concluindo atividades de grupo. Vemos também os grupos comemorando a finalização do livro.

Na sequência, um dos muitos bilhetinhos que recebi de um dupla:

O relato pessoal e o projeto de um livro 4

E a mensagem que enviei para eles:

 Queridos alunos do Colégio Notre Dame de Maringá:

 Muito obrigado pelas lindas mensagens que me enviaram. Elas me deixaram emocionado e com mais vontade de continuar o meu trabalho de autor didático.

Além de autor, sou também professor de Português, como a professora Roze, e a maior alegria de um professor de Português é ver o resultado final dos trabalhos dos alunos…  Ver os textos prontinhos, passados a limpo; ver o livro de relatos saindo quentinho do forno diretamente para a mão dos leitores, muitas vezes ilustrado, com a capa caprichada… – tudo isso é muito bom e, assim como para vocês, é também para nós uma grande alegria.

Espero que tenham aprendido muitas coisas interessantes neste ano em língua portuguesa e que tenham gostado ainda mais de ler e de escrever. A professora Roze, que admiro tanto, é uma excelente profissional, que faz tudo com muita dedicação e amor. Aproveitem as aulas dela!

E desejo a vocês um ótimo 2016 e um ótimo 7º ano! Outros desafios virão, e ainda maiores!

                Grande abraço,
                               William R. Cereja                           

Haveria muitas outras fotos e mensagens que poderia publicar, mas essas bastam para ilustrar como é possível, com recursos simples, tornar significativa para os alunos a atividade de produção textual.

Esses livros certamente serão lidos entre eles mesmos e por muitos de seus familiares. Além disso, como coletânea de relatos pessoais, esses livros servirão também como registro de um estágio de vida desses alunos, de suas incipientes experiências e reflexões acerca do mundo. Uma joia para guardar para sempre!

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