Blog do Cereja


Wednesday, 27 de October de 2021 Rss
15 Dec

Questões de múltipla escolha ou questões dissertativas? (parte IV)

Questões de múltipla escolha ou questões dissertativas? (parte IV)

Acaba de sair a nova edição das coleções Português: linguagens (1º a 5º ano) e Português: linguagens (6º a 9º ano).

A reformulação da obra Português: linguagens no segmento de 1º a 5º ano  foi feita com  o objetivo de tornar as aulas mais dinâmicas e leves, com atividades variadas. Por isso, há  um número maior de seções, e cada uma delas com atividades mais curtas. Assim, ora a atividade é feita oralmente, ora por escrito; ora as questões são dissertativas, ora pode haver um teste de múltipla escolha, ora o aluno deve relacionar colunas, ora pintar, etc.

No 1º e no 2º ano do Fundamental I, momento em que a criança está se apropriando da escrita, já existia na edição anterior o procedimento de, às vezes, para responder a uma questão, a criança fazer a escolha entre duas ou três opções. Vale lembrar que, nesses anos, o professor faz o papel de mediador da turma, ora como leitor da classe, ora como escritor, e solicitar à criança que escreva por extenso todas as respostas pode tornar as aulas morosas e cansativas.

Como já foi dito anteriormente, nem sempre o foco da atividade é a escrita e, assim, uma resposta oral ou uma resposta feita a partir de algumas opções pode ter um resultado equivalente e pode ser melhor para todos, considerando o andamento da aula e a participação dos alunos.

Além da busca de dinamismo e leveza, a reformulação da coleção Português: linguagens de 1º a 5º ano trouxe uma novidade importante, a inclusão da seção “Provinha diagnóstica”, que contém 10 testes de múltipla escolha ao final de cada volume. Inspirada nos descritores e nas questões da Provinha Brasil e da Prova Brasil, ela permite que o professor avalie seus alunos com um instrumento diferente, que se aproxima bastante das avaliações oficiais, tanto no âmbito nacional quanto no internacional.

Com isso, não se pretende tornar a obra um preparo mecânico para as avaliações oficiais (Prova Brasil, Enem, Pisa, etc.). Por entendermos que esses exames têm focos nas habilidades, e não apenas em conteúdos, julgamos que trabalhar e avaliar essas habilidades podem ser um ganho, pois permite diversificar ainda mais os objetos de ensino e os instrumentos de avaliação.

Em resumo, a coleção Português: linguagens do ensino fundamental I não alterou sua metodologia. Em essência, continua sendo um material exigente tanto em relação à escrita quanto à leitura. Contudo, empreendeu um conjunto de mudanças a fim de ajustar melhor as atividades à dinâmica da sala de aula e ao contexto educacional que vivemos hoje, dentro e fora do país.

Na coleção Português: linguagens voltada ao ensino fundamental II, a orientação não foi diferente. Mantivemos a maior parte das atividades com questões dissertativas, contudo introduzimos uma seção nova, “Passando a limpo”, que, ao final de cada unidade, apresenta questões de leitura e interpretação de textos criadas a partir dos descritores da Prova Brasil (de 6º a 9º ano). São cerca de 8 a 12 testes em cada unidade, totalizando cerca de 40 testes por volume.

Por fim, gostaria de ressaltar que, com essas mudanças, a coleção Português: linguagens não pretende se voltar apenas aos interesses da escola pública. A baixa proficiência em leitura de nossos alunos é uma realidade nacional, tanto nas escolas privadas quanto nas públicas. Os resultados da Prova Brasil e do Enem deixam claro essa situação.

Com essas novidades, julgamos que as obras poderão se ajustar melhor à realidade educacional que vivemos hoje e trazer maior contribuição ao trabalho dos professores.

 

 

Deixe o seu comentário

Seu email não será divulgado. Os campos obrigatórios estão marcados com *