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Wednesday, 20 de October de 2021 Rss
19 Sep

Sai a coleção Interpretação de textos para o ensino fundamental I

Sai a coleção Interpretação de textos para o ensino fundamental I

Interpretação 1,2,3,4,5

Neste ano, estamos realizando um antigo sonho: ter uma coleção completa de interpretação de textos, para todos os níveis de ensino, do ensino fundamental I ao ensino médio.

Em parceria com a professora Ciley Cleto, já tínhamos publicado, há alguns anos, o livro Interpretação de textos, voltado para o ensino médio e para as provas do Enem. Em 2013, demos continuidade ao projeto, publicando  a coleção Interpretação de textos para o ensino fundamental II. E, agora, finalmente concluímos o projeto com a publicação de Interpretação de textos – Desenvolvendo a competência leitora (5 volumes), coleção voltada para o ensino fundamental I. A obra também auxilia, nos anos iniciais, no processo de alfabetização.

O ensino de leitura e seus objetos de aprendizagem

Se perguntarmos a um professor de língua portuguesa quais são os objetos de ensino que ele costuma trabalhar em gramática, ele certamente responderá que são categorias como substantivo, verbo, pronomes, concordância verbal, regência nominal, etc. Se lhe perguntarmos quais são os objetos da produção textual, certamente indicará gêneros do discurso  como carta, artigo de opinião, relato pessoal, notícia, reportagem, anúncio publicitário, carta de leitor, etc.

A firmeza com que responderia a essas duas perguntas, entretanto, talvez não fosse a mesma se lhe perguntássemos quais são os objetos de ensino que costuma trabalhar em leitura e interpretação de textos.

Historicamente, as aulas de leitura sempre foram preparadas e conduzidas de forma intuitiva pelos professores. A prática consistia, e ainda hoje consiste, em basicamente escolher um texto adequado a determinado ano letivo e formular um conjunto de questões ou de proposições, orais ou escritas, acerca do texto. Ou, então, quando um livro didático é adotado, o professor transfere a responsabilidade ao autor didático, confiando em sua capacidade de fazer a seleção adequada dos textos e de promover perguntas que levem à construção da competência leitora.

Na verdade, nessas situações e nas avaliações, nunca houve um controle claro e preciso sobre as operações que o aluno conseguia ou não realizar. E, por isso, em caso de maus resultados, sempre foi difícil para o professor saber de que forma interferir no processo para que o aluno suprisse suas lacunas cognitivas e desenvolvesse as habilidades de que necessitava. Geralmente, o procedimento mais comum era o de propor nova avaliação de leitura, até que um resultado melhor fosse alcançado.

Os estudos mais recentes na área de leitura, porém, mostram que é possível fazer um trabalho sistematizado de desenvolvimento da competência leitora. A Matriz de referência do Enem 2009 e o PDE/ Prova Brasil ― Plano de Desenvolvimento da Educação 2011 apontam para um caminho claro de construção de competências e habilidades.

A coleção Interpretação de textos é justamente estruturada levando em conta as habilidades de leitura e os descritores da Provinha e da Prova Brasil.

            No próximo post vou desenvolver um pouco mais o assunto.

 

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